Como já falei para vocês sou uma pessoa apaixonada por desenvolvimento humano, inspirada pela buscade uma vida com mais qualidade, sentido, alegria e realização. Acredito que todos devemos correr atrás daquilo que nos faz FELIZ! E foi em busca da minha realização pessoal e profissional, que vivenciei uma trajetória de mudanças, que vem, continuamente, transformando a minha vida. Falando mais especificamente, passei por um processo, longo e lento, de autoconhecimento, à procura de um trabalho com mais significado e o qual me trouxesse mais realização.

Durante esse processo de autoconhecimento, muitos assuntos e comportamentos foram trabalhados. Fui mudando aos poucos e cada vez me sentindo com uma vida mais leve e alegre. Aos poucos eu vou compartilhando com vocês sobre os temas que achar relevante aqui no meu blog, mas hoje especificamente vou contar como me tornei coach. Já que essa é uma curiosidade de vários que me conhecem. 

Então, começo falando da minha vida acadêmica: primeiramente eu fiz licenciatura matemática, terminei cheia de dúvidas se queria seguir em frente. Embora, eu quisesse ser professora. Até comecei o mestrado na matemática, mas desisti. Então, cheia de energia e sonhos eu resolvi fazer outra graducação. E, pasmem!, fiquei em dúvida entre psicologia ou engenharia. Pois bem, seguindo o que parecia mais obvio, e influenciada por opiniões e comentários ( que na época eu não percebi como foram importantes na minha decisão) eu resolvi fazer engenharia para ver “qual era”. E então eu fiz engenharia. Onde ouvi falar de engenharia e segurança do trabalho (EST), que despertou meu interesse porque no meu entendimento tinha, e tem, tudo a ver com comportamento humano e qualidade de vida. Assim, montei o “plano”, faço pós graduação em EST, mestrado e doutorado, me torno professora e consultora. Assim, vou falar da importância da qualidade de vida, do comportamento,dos nossos atos, do olhar para o outro ser humano com cuidado, etc. Vou ajudar na formação de engenheiros, técnicos, profissionais com um olhar “mais humano “ , empático, para o outro ser humano. Esse era o sonho (e esse sonho continua!).

MAS… durante a pós em EST eu me questionava. Durante meu mestrado e doutorado eu me questionava. Internamente ainda existiam mil dúvidas. Eu sentia que lecionar era uma possibilidade real, mas eu precisava ir além. Ainda existia um vazio existencial que eu não sabia de onde vinha, que se manifestava através da ansiedade e de uma busca incansável por mais autoconhecimento. Que me levaram a fazer inúmeros tipos de terapias, ler muitos livros, fazer cursos…enfim, eu fui fazendo de tudo que me recomendavam, pois só não podia ficar vendo a vida passar sem descobrir o que eu queria e o que eu sentia.

Enfim, nesse processo, eu fui percebendo que tudo o que me motivava e prendia minha atenção estava relacionado com comportamento humano. Fossem as conversas com os amigos a “filosofar” sobre a vida, as palestras e cursos que eu ouvia e as leituras ( tirando os livros técnicos que eu obrigatoriamente precisava ler, eu me distrai lendo conteúdos de psicologia, desenvolvimento humano, terapias, filosofia, autoajuda, coaching, e tinham algumas coisas de empreendedorismo).

Além disso, outro ponto que me ajudou nessa jornada foi o feedback que eu tinha dos meus amigos. Comecei a prestar atenção. Eu ouvi algumas, muitas, vezes que “eu como engenheira era ótima psicóloga” – psicólogos não briguem comigo, é só modo de falar- rsrs; Alguns amigos me procuravam quando tinham problemas ou decisões a tomar, e falavam que eu sempre ajudava a ver soluções e a encontrar coragem pra resolver. Meu foco sempre foi: se não está bom o que fazemos pra mudar?! Ou, usa o lema “ aceita, entrega, confia e agradece”( isso muda a vida da gente, dá uma leveza, quero falar disso em breve).

E um outro ponto crucial foi: comecei a me questionar quais os meus talentos e minhas características. Parei de buscar fora, e comecei a prestar atenção em mim. Aí, cada peça começou a se encaixar. Basicamente eu já havia descoberto que queria trabalhar com desenvolvimento humano. Ainda não sabia exatamente como, mas de uma coisa eu já tinha certeza: “vou ajudar as pessoas a serem mais felizes!” e vou dar palestras.

Ainda faltavam dois anos, que viraram 3, para terminar o doutorado. E decidi que iria continuar estudando por conta própria sobre desenvolvimento humano, fazer cursos e depois mudar. Mas… o Universo, Deus, veio e deu mais um empurrãozinho. Aconteceram uma sequência de “problemas” no meu doutorado ( que hoje sei que foram providencias). Como o doutorado não estava fácil, procurei mais ajuda, fiz heike, apometria, atenção plena, yoga, meditação, terapia, coach, cursos… E comecei a meditar, a ler sobre física quântica, lei da atração, expansão da consciência, meditação, as leis do universo, o poder da gratidão etc, etc… fui mudando, fui acreditando, iniciou-se uma fase de “ mais entrega e confia”, que continua até hoje. Há, e ops, onde mesmo me tornei coach, era essa a história né?

Enfim, no último ano da loucura do meu doutorado eu decidi procurar uma psicóloga e coach, para fazer uma planejamento de carreira. Definitivamente eu não podia terminar o doutorado e deixar a vida me levar. Eu sabia o que queria, mas.. gente, e a coragem para ir mudando de área? E a coragem pra assumir para os meus familiares e amigos que meu coração pedia para eu dar palestras e falar de felicidade e de vida plena! E o que ouviria das pessoas? E?..E ?… muitas dúvidas e medos. E vi que era tudo coisa da minha cabeça, querendo me sabotar.

Em apenas três sessões de coaching eu decidi que iria fazer um treinamento ( que eu já estava namorando há quase 10 meses) para me tornar coach. Era um trabalho onde eu iria usar os meus talentos e fazer algo que me fizesse feliz: ajudar as pessoas a se desenvolverem também.

Eu sabia que tinha aprendido muito nessa minha trajetória, foram anos em busca de respostas e técnicas para uma vida mais leve. Eu sentia que podia compartilhar minhas experiência e ajudar os outros a também fazerem esse caminho. E me tornar coach foi a melhor decisão de 2016, pois além de ter certeza que agora estava na direção certa, ainda encontrei forças para terminar meu doutorado.

E após fazer o   curso de coach, tudo tem fluido, os clientes surgindo, as parcerias sendo feitas, convites para palestras, as pessoas me reconhecendo como coach, e cada dia ouvindo mais “gratidão pelo teu trabalho”. E a vida está cada dia mais leve, mais plena, mais alegre!

Para finalizar, eu compartilho que foi muito bom ter coragem de entrar nessa jornada, descobrir um pouquinho mais quem sou, de assumir meus talentos e de trabalhar com algo em que eu acredito. E sou grata por toda a trajetória que passei, foi ela que me fez ser quem eu sou. Eu só estou podendo ajudar o outro porque passei por esse processo também. Eu falo do que vivenciei, e não somente das coisas que li em livros.

E a minha jornada continua. Continuo estudando, continuo me conhecendo, me transformando, aprendendo, mudando.. a vida segue, e quero me desenvolver com ela!