Para escrever esse post eu me baseie em literaturas, mas também compartilho minha própria experiência em outro post, minha experiência com a autoestima,  para quem se interessar 😉

Antes de seguir na leitura, eu o proponho a refletir: o que é autoestima para você? E depois continue lento – até o final.

Autoestima, de acordo com o dicionário Aurélio: é apreço ou valorização que uma pessoa confere a si própria, permitindo-lhe ter confiança nos próprios atos e pensamentos.

Autoestima é o valor que damos a nós mesmos!  E está totalmente relacionada com o amor próprio, a autoaceitação, e acima de tudo com a imagem que a pessoa tem de si mesmo. Para uma pessoa ter uma autoestima ela precisa identificar nela alguns fatores. Reconhecer seus potenciais, suas características e sua individualidade. E uma das maiores armadilhas que se percebe na atualidade é que muitas pessoas esqueceram sua individualidade. Não percebem o quanto são únicos, não conseguem encontrar seu poder pessoal, porque estão se baseando em padrões (de beleza, comportamento, profissão, etc) impostos pela mídia, grupos sociais, sociedade, etc.

Para uma pessoa ter  autoestima  ela precisa se reconhecer em várias dimensões. Pode-se dizer que a autoestima está relacionada com três fatores:

autoestima

1) A identidade da pessoa, com o Ser. É como a pessoa se vê, é o “Eu sou”. Nesse aspecto a pessoa se reconhececomo um SER completo. Se valoriza, se respeita; sabe que tem seus próprios valores, características e valor pessoal. Sabe da sua importância e contribuição no meio em que vive.

——- E aqui quero enfatizar um ponto que acho importante: nos dias atuais autoestima está intimamente relacionada com o corpo, com o padrão estético. Até mesmo devido a um movimento forte nas mídias em relação a esse tema. Então, existem pessoas que ainda acham que autoestima é só ter um corpo “bonito”. De modo geral, essas pessoas se veem somente como um “corpo”, e o objetivo dela é a imagem. E esse fato pode fazer a pessoa perder sua identidade, ou ainda não se sentirem merecedoras (quando, por exemplo, pensam que se o corpo não está bonito, não são merecedoras de ter uma vida plena, de serem amadas, de serem valorizadas). E isso gera um desequilíbrio muito grande (como eu mesmo já vivenciei). Então, é sempre bom lembrar que o corpo é um dos nossos aspectos, que é importante sim, mas não único. E ainda deixo como reflexão que beleza é algo subjetivo, cultural, e padrões de beleza mudam. Então é muito importante que nos reconheçamos além do corpo. Como seres completos.

2) Outro aspecto a ser considerado na autoestima é a capacidade da pessoa de fazer, de aprender. “Eu posso fazer!”É quando a pessoa sabe do seu potencial, das suas habilidades e da sua capacidade. E aqui ressalto novamente que somos diferentes, únicos. Então quando nos reconhecemos como alguém capaz, também sabemos que provavelmente não teremos habilidade para tudo, mas temos algumas. E isso é o que importa. Para as demais, temos o potencial de aprender ou de procurar quem sabe. O importante é reconhecer que temos potencial de fazer acontecer.

3) E o terceiro aspecto, está relacionado com o merecimento da pessoa. É quando a pessoa reconhece que ela “merece”.  Eu posso ser. Eu posso ter.   Eu mereço ser, fazer e ter!

E esse aspecto é um dos que muitas vezes sabotam as pessoas, sem ela perceber. Muitas pessoas não se sentem merecedoras e estão conectadas com crenças que a limitam. É o caso da pessoa que acha que não merece ser amada por isso ou por aquilo, ou que acha que não merece ser próspera, ter paz, ser saudável, ser promovida, ter amigos, ter relacionamentos saudáveis, etc . E nesses casos é preciso entender as origens dessa crença (em outro post vou abordar esse assunto), para que a pessoa reconheça que ela pode SIM. Que ela merece ter, fazer e ser.

amor próprio

Enfim, autoestima é o somatório disso tudo. É reconhecer o ser raro que somos e que não temos que ser igual a ninguém. É respeitar e amar a si, como se é! E o resgaste da autoestima é integrar todos os nossos aspectos, valores, características, talentos, corpo e alma.

Há, e quando conseguimos integrar todos essa fatores fica mais fácil lidar com nossa autoestima no nosso dia a dia. Pois claro, que como seres humanos teremos aqueles dias que não nos sentiremos muito bem com algum dos nossos aspectos. Existirão dias que podemos nos sentir incapazes, ou olhar no espelho e não gostar muito do nosso corpo, ou não estar satisfeito com alguma coisa na nossa vida. Mas, isso acontece com tudo que têm dualidade na nossa existência. É normal! Assim como existem dias que estamos alegres e outros tristes. Dias agitados e dias calmos. Dias com céu azul e dias nublados. O importante é saber que nossa autoestima fortalecida nos faz rapidinho nos lembrar de quem somos. Do nosso papel aqui, e da importância de sermos nós mesmos.